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glamúuuuuu [entries|archive|friends|userinfo]
Mimosa

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um bom motivo pra engordar [oct. 15e, 2004|12:26 pm]
[Humeur actuelle | happy]

Algumas alunas da universidade onde eu trabalho vendem comida aqui. Não temos cantina.
Eu quase sempre comprava, até pra dar um apoio moral. O curso é integral, o pessoal não tem como trabalhar, e se vira. Mas aí, né? É.
Então, a menina que vende tortas salgadas vivia me prometendo trazer uma de ricota. Quando ela enfim trouxe, eu comprei mas expliquei que seria a última, e toca eu explicar que não comia mais ricota também. "Mas o que é que você come, afinal?". Quase respondi "A sua mãe".

Hoje eu fui explicar pra menina que vende chocolate por que é que eu não estava comprando. "A não ser que você traga meio-amargo...", eu falei, só por falar. "Ah, então eu trago! A profa. A. gosta de meio amargo também, e eu tenho lá pra fazer, dá pra trazer. Você gosta com gotinhas de menta, né?".
É claro que é do interesse dela também, mas é muito bacana quando as pessoas se preocupam em atender a necessidades específicas. E algumas pessoas estão dispostas a serem legais (até por que também é do interesse delas:). É só a gente perguntar.

Eu vou engordar e vou à falência, mas vou feliz.
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(pas de sujets) [sep. 26e, 2004|08:06 am]
moo:)
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depois, quando acham que somos fanáticos proselitistas, nego reclama... [sep. 17e, 2004|11:59 pm]
parece piada, mas esse é realmente o 404 do peta:

1. The page may be extinct, just as you soon could be, too, if you are still loading your plate with hamburgers, cheese pizzas, and other artery-clogging animal-based foods.

2. The page may have been moved, like animals in circuses, who are hauled around the country in poorly ventilated trailers and boxcars for up to 50 weeks a year in all kinds of extreme weather conditions.

3. You may have made a mistake while typing the address, or we may have made a mistake when creating the link. Mistakes can be corrected. When Anna Wintour got a dead raccoon dumped on her lap by an angry anti-fur protester, she should have learned that wearing the pelts of animals who were cruelly gassed, strangled, or electrocuted is a big mistake. Yet the creepy Cruella continues to push fur in the pages of Vogue.

4. Our Web server may be malfunctioning. The stun guns and “killing machines” in slaughterhouses also malfunction, resulting in chickens’ being dumped into tanks of scalding water (for feather removal) while fully conscious and terrified, conscious cows’ having their hooves cut off.
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mitos [sep. 13e, 2004|10:08 am]
"Eu nunca poderia ser vegetariano. Detesto verdura". "Ah, você é vegetariana. Por isso que você tem a pele assim bonita, né? Você deve comer bastante salada". "Vamos lá, a gente pede meia de escarola pra você".

Há séculos eu não como uma salada. E detesto um monte de verduras.
Incluindo escarola.
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O motivo errado [sep. 9e, 2004|08:09 pm]
Por que, eu te pergunto, por que os divulgadores do vegetarianismo insistem no argumento da saúde buscando arrebanhar novos membros, se a maioria deles não foi convencida por isso?
É verdade que uma dieta vegetariana tende a ser mais saudável que a dieta onívora padrão. Mas considerando que o onívoro padrão vai trocar o bife por um pedaço de queijo amarelo e um punhado de batata frita, e esperar por mágica perder peso e baixar o colesterol, é de se esperar que o alegado argumento da saúde simplesmente não vai ter efeito, e dois meses depois nós teremos um ex-vegetariano fazendo propaganda contra.

O argumento moral não vai convencer todo mundo, é claro. Assusta, até faz a gente parecer meio fanático. Mas é a única coisa que pode comprometer alguém a mudar os hábitos de uma vida toda por toda uma vida.
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*ptf ptf ptf* [sep. 9e, 2004|03:16 pm]
EEEEECA!!!
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idéia para camiseta [sep. 8e, 2004|04:11 pm]

100%

proteína vegetal


fazendo o gênero daquelas 100% negro, 100% cohab, 100% biba...
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tipos de vegan [sep. 8e, 2004|04:09 pm]
http://www.herbivoreclothing.com/images/categoregans.layout2.pdf

É uma evidência em contrário da teoria de que a carência de B12 mata o senso de humor das pessoas:).
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(pas de sujets) [sep. 7e, 2004|07:25 pm]
Eh, e olha só, eu achei o material de divulgação da pizzaria naturébis.
Como publicitários, eles devem ser ótimos pizzaiolos.


Noite da Pizza
Pizzaria Vegan

Vegetariana
100% Vegetal !!!

Massa constituída com 40% de farinha integral orgânica

Recheios Orgânicos

Brócolis, Escarola, Tomate, Horenso (espinafre japonês), Palmito Ecológico, Molho de tomate orgânico, Tofu,..

O inusitado Requeijão de Soja.

0 % Lactose

0 % Colesterol

Esfihas Integrais

de P.V.T e Berinjela.

Sobremesa Vegan

100% Vegetal

Sábado às 19h.

Sistema Rodízio

R$ 10,00

Está incluso todos os itens citados acima.

Criança acompanhada de adulto pagante não paga.

R. Guaricanga

nº 135, Lapa.

Necessário confirmar presença até a noite

de quinta-feira pelos tels: (11) 3461 0584 3645 4193 6864 0390

Por enquanto todos os sábados.

Coquetel de frutas

(sem álcool)

Sorvetes a base de leite de soja (Vegano)

Ambiente Familiar

Som New Age e Vídeo

Sala de vídeo e entretenimento para as crianças



Sabor e Saúde
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Chocolate é melhor que sexo [sep. 6e, 2004|02:18 am]
http://theppk.com/recipes/dbrecipes/index.php?RecipeID=111

Sirva pra todos os seus amigos e família, e nem conte que não vai ovo ou leite na massa. Ou, melhor ainda, conte depois. Minha família adora, e eu tenho certeza que teriam simplesmente se recusado a provar se eu tivesse contado antes. A cara do meu irmão, carnívoro hardcore, quando eu contei que ele estava comendo biscoitos vegan e gostando, foi uma experiência que eu jamais esquecerei.
Uma dica: no dia em que você faz, você pode achar que fez alguma coisa errada, ou que biscoitos vegan são mesmo uma péssima idéia. Mas eles ficam bons mesmo no dia seguinte, a textura esquisita e o gosto do óleo de canola desaparecem, e eles se tornam o biscoito mais cremoso e rico que você já provou. Sério.
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O_o [sep. 6e, 2004|02:09 am]
Como assim, uva passa tem glicerina?
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(pas de sujets) [aoû. 30e, 2004|10:51 am]
Naquele evento da semana passada, acabei pegando também uma palestra sobre pesca artesanal, focada na realidade dos caiçaras do litoral sul de São Paulo.

Segundo o palestrante, que é de uma entidade de contole da pesca na região, várias espécies locais entraram no que se chama de "extinção comercial". Elas ainda existem, mas em número tão pequeno que não permite a viabilidade da pesca, incluindo vários cações e até a sardinha. Cerca de 50% da produção não entra no tamanho legalmente permitido e tem que ser descartada. Alguns pescadores têm a consciência de doar esse material para a merenda de creches e escolas locais, e todos sabem que o ideal é não pegar, mas, parece, "é impossível" não prender na rede esses peixinhos menores. 90% dos coletores de caranguejo-uçá usam armadilhas, que são ilegais. Elas pegam fêmeas com ovas, filhotes, e com freqüencia o bicho morre lá dentro, gerando o descarte. Muitos têm consciência de que não é bom, pra eles mesmos, usar as armadilhas, mas têm filhos pra criar e têm que enfrentar a concorrência desleal de quem usa. Acontece muito também que os consumidores se recusam a comprar peixes e camarões que tenham sido pescados na região, por que sabem da poluição, e tal. Resumindo, a situação dos pescadores está em petição de miséria, e tende a piorar, levando junto o equilíbrio do mar e os mangues da região.


Eu creio que a alternativa mais viável - economicamente, eticamente e ambientalmente falando - para a subsistência dos caiçaras é a formação de cooperativas de plantio e produção de amendoim joãoponês. Vocês vão ver, quando eu for ministra...
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(pas de sujets) [aoû. 30e, 2004|08:18 am]
Eu não tenho muito interesse nna banda, na verdade, mas sério que o Derrick, aquele negão gigantesco do Sepultura, é vegetariano?

Estou besta. Com a cara no chão.
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(pas de sujets) [aoû. 28e, 2004|07:05 pm]
O Brasil é um dos países que mais recicla. Legal, né?
É. Mas não é por virtude, é por necessidade. Poucas prefeituras têm coleta seletiva, você também dificilmente vê as pessoas levando voluntariamente seu lixo para reciclar, até por que nem todo mundo tem locais de coleta próximos de casa. Mas esse deve ser o país com maior número de catadores da face da terra. É um trabalhinho desvalorizado, ingrato e insalubre, mas honesto, e importante. Se você não leva o lixo pra reciclar, facilite a vida do seu catador: separe o lixo seco; lembre-se de que isopor, tetra pak e papéis plastificados ou sujos não são recicláveis; e, por caridade, embrulhe os vidros em jornal e coloque as rebarbas pra dentro da lata.

Se você tem família grande e produz bastante lixo, pode considerar seriamente a possibilidade de vender, você mesmo, o lixo pra reciclar. É pouco dinheiro, mas compensa mais do que aquelas trocas de lixo por desconto em alguns supermercados; latinhas de alumínio chegam a valer R$ 4,00 o quilo. Cobre é bem caro também, se você tem retalhos de fio velho, queime pra derreter o plástico em volta e leve. Mesmo o papel e o papelão, em quantidade, podem valer um bom troco. Tem ferro velho perto da sua casa? É o canal.


O lado ruim é que existem catadores pouco honestos, que roubam cabos de cobre novinhos de locais públicos e até bicicletas de alumínio, pra vender por trocados no ferro velho. Além de ser um bruta prejuízo pros donos originais, isso foge completamente do princípio básico da reciclagem... cria uma demanda por um produto novo, mais gasto, mais custo ambiental. Super não-legal. Num mundo perfeito, os donos de ferro velho não aceitariam esse tipo de material. Claro que, num mundo perfeito, a reciclagem seria raríssima, por que as pessoas seriam consumidores conscientes que não comprariam excessos, levariam as própiras embalagens ao invés de pegar dezenas de sacolinhas no supermercado, compostariam seu lixo orgânico, e tudo seria reusado ou doado enquanto tivesse serventia... e os rios seriam de chocolate derretido, e as nuvens de algodão doce, e brigadeiros cresceriam em árvores, e... er... esqueçam.
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(pas de sujets) [aoû. 26e, 2004|08:56 pm]

No ano 3000, quando a produção mundial de comida havia tempos já não acompanhava o crescimento da humanidade, um biólogo molecular inventou as garotas artifiiais comestíveis Mi-mi, a partir do DNA de um germe. Nutritiva, saborosa, sem medo da morte ou noção de dor, em todo o mundo Mi-mi é consumida ou mantida como mascote. Depois do surgimento de Mi-mi, o hábito de se alimentar de animais desapareceu.


Aida Makoto é um artista contemporâneo japonês provocador, que trabalha com várias mídias. Tem um pouco de dada, um pouco de sangue, e menininhas adolescentes. Procure as outras séries, além da mi-mi-chan.
http://mizuma-art.co.jp/mimi/1.html
http://nezumi.dumousseau.free.fr/japon/japcontar3a.htm
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Nós não somos especiais - segunda parte [aoû. 26e, 2004|10:42 am]
Copérnico sabia do que estava dizendo, nós não somos o centro do Universo. Darwin também era esperto, nós não somos o centro da Criação.

A evolução nos desenvolveu o pensamento articulado e uma linguagem verbal, duas coisas interligadas e, até onde se sabe, inexistente nos outros animais. Estes dois fatores nos deram a capacidade de desenvolver culturas várias, e uma subjetividade intensa, emoções complexas, desejos, sonhos. A subjetividade animal, se ela existe, é muito mais simples, decerto.
No entanto, ainda que não exista uma consciência, uma forma de pensamento, de atitude intencional, todas as evidências apontam para, no mínimo, uma capacidade de senciência da parte dos animais, ao menos dos vertebrados. É preciso ter muitos outros interesses envolvidos para negar que todos eles sentem dor, para começar. Existem, também, fortes indícios de que eles sintam prazer em certos atos, comer, reproduzir, usufruir da liberdade. Muitos animais brincam, incluindo moluscos - cefalópodes têm cérebros bem desenvolvidos - e o ato de brincar, algo que não tem uma função prática, me parece uma forte evidência de alguma subjetividade. Quase todos os que têm mamíferos como animais de companhia concordam que eles demonstram satisfação e prazer com o carinho, a atenção do dono. Pássaros, incluindo galinhas (aquele bicho burro que você come aos domingos), também são capazes de demonstrar ligações de afeto, fora do âmbito "instinto materno".

Os que têm interesse em manter uma cerca de arame farpado entre a mente dos animais humanos e a dos outros animais dirão que nós não podemos "antropomorfizar" os animais. Não podemos, mesmo; sua senciência e possível subjetividade é com certeza muito alienígena à nossa. No entanto, justamente as sensações mais básicas, como a dor e o medo, parecem ser mesmo semelhantes entre nós e os outros, e completamente indesejáveis. Esse é o mínimo de respeito que nós deveríamos ter.
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Nós não somos especiais [aoû. 26e, 2004|05:55 am]
"Mas qual é o critério que distingue os animais de estimação e de laboratório dos animais de corte, professor? Por que os de fazenda são deliberadamente excluídos das leis de proteção contra a crueldade? Ou não há critério, a coisa é completamente arbitrária?"
Ele admitiu que não sabia, nem da existência dessa legislação nos EUA, na verdade. No Brasil parece que há leis de âmbito local que protegem animais de estimação, mas isso não é em todas as cidades/estados. Quanto aos animais de laboratório, estão protegidos por um código de ética dos próprios cientistas, que não tem obrigatoriedade nem força de lei. Agora, e o critério? "Veja bem... é provavelmente uma coisa de antropomorfização... nós protegemos os que se parecem mais conosco... etc. etc."
Eu queria contrapor com o fato de que porcos são tão ou mais inteligentes que cachorros, sociáveis, gostam de brincar, da companhia de humanos, e até sabem responder comandos. E que, aparentemente, o critério é que um é bonitinho e o outro é gostoso. Mas foi uma palestra muito disputada. Os responsáveis pelo local do evento quase tiveram que expulsar a gente de lá, por causa do horário.
Mas eu consegui, já do lado de fora, mas ainda com um monte de gente em volta, fazer a última pergunta. Se existem dúvidas de que os animais têm realmente uma semelhança subjetiva com a gente, como é que se usam ratos e macacos em experiências de psicologia? E se essa semelhança é grande o suficiente para justificar usá-los como modelos, supõe-se que o grau de sofrimento seja equivalente; portanto, se não é ético inflingir tal sofrimento a um animal humano, o que é que justifica impô-lo a um animal não-humano?
"Política".

Ah, bom.
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(pas de sujets) [aoû. 25e, 2004|09:02 am]
O japonês, dono de uma granja, estava mostrando as instalações do lugar para um casal de amigos. Quando chegaram ao abatedouro, a mulher, chocada com a linha de produção, os frangos pendurados pelos pés, a guilhotina que lhes cortava a cabeça, etc., perguntou ao japonês se ele não tinha pena das galinhas.
- Non, non... Galinha muito costumadinha a morrê, né?



Essa veio de um dos volumes das anedotinhas do bichinho da maçã, do Ziraldo. Eu tinha todos, mofaram, uma pena...
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(pas de sujets) [aoû. 24e, 2004|05:22 am]
"Mas os animais matam também. Seu gatinho é carnívoro. É a natureza, baby."
A natureza não tem moral. Carnívoros não sobreviveriam de outra maneira, e fazem seu papel controlando as populações de herbívoros. E qualquer pessoa que use este argumento de que "é natural" decerto deve ser um caçador-coletor da idade da pedra, que jamais comeu nada que tenha vindo de um supermercado, a entidade mais anti-natural já instituída nesta terra.
E não me venham dizer que "é necessário". Não é. Ponto, parágrafo, próxima?


Vocês devem ter ouvido sobre os assassinatos de moradores de rua em São Paulo.
Existe a suspeita de que eles estejam sendo praticados por algum grupo neonazista, mas eu tenho a impressão de que a coisa é ainda mais gratuita. Acho que é algo tipo aqueles pivetes babacas que queimaram aquele índio em Brasília.
O mendigo, na mente do assassino, é inferior. Alguma outra pessoa poderia até dizer "como um animal". Por isso, a sua morte é justificada, pelo motivo mais trivial. Mesmo que seja pelo prazer de matar.

Quem é que traça a linha do 'justificável'? Quem é que me deu o direito de inflingir dor e eventualmente matar qualquer outra criatura, por prazer?
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(pas de sujets) [aoû. 23e, 2004|10:00 am]
... às vezes eu tenho a nítida impressão de que é mais fácil ser gay do que ser vegetariano neste país.
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